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Observe
essa palavra de Jesus: "Deus disse: Eu sou o Deus de
Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Ele não
é Deus de mortos, e, sim, de vivos" (Mateus 22:32).
Sinto nessa afirmação de
Jesus uma nota de triunfo e de exaltação, como se Deus estivesse
dizendo: Observe bem! Eu faço os mortos reviverem!
De uma coisa tenho certeza:
Dizer "Deus não é Deus de mortos, e, sim, de vivos",
foi para Jesus um imenso prazer. A incredulidade e ignorância dos
homens que O interrogaram na ocasião do relato de Mateus, deu ao
Mestre uma excelente oportunidade de declarar um fato muitíssimo
significativo, ou seja, que há homens que vivem eternamente com
Deus.
Quando Adão pecou, ele morreu
para Deus, exatamente como Deus dissera: "(...) da árvore
do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em
que dela comeres, certamente morrerás" (Gênesis 2:17),
e, conseqüentemente, Adão se privou da comunhão com Deus.
Quando o homem peca, o que ele
efetivamente faz é dizer: Afasta de mim, Deus, pois
quero andar sozinho,
quero viver do meu
jeito.
Mas o homem esquece
que, ao proceder
dessa maneira, ele
não fica só, mas
Satanás e a morte o
acompanham.
Não existe nada sem
conseqüências.
O homem morreu para Deus quando
pecou; mas desde aquele momento, Deus tudo fez para reconquistar a
disposição do homem e fazer com que tornasse a viver para
Ele. E não foi nada fácil, pois Deus jamais passa
por cima do livre arbítrio do homem. Foi necessário
que o homem tivesse vontade de viver para Deus; e ao longo do
Antigo Testamento, temos relatos a respeito de homens da antiguidade que fizeram exatamente isso, como: Abel,
Enoque, Noé
etc.
Mas certamente você já
observou que, ao falar com o Povo de Israel, Deus sempre diz: "Eu
sou o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó"
Será por quê? Acho interessante que o grande Deus, Criador
do Universo, Se identifique com o homem (sua criação) dessa
maneira. E certamente há uma razão para isso, que
não somente serviu como testemunho para Israel, mas também tem
um significado importante para nós. Quem era
Abraão? Quem era Isaque? Quem era
Jacó? Patriarcas (pais) da nação israelita?
Sim, mas isso não é importante para
nós. Para você e para mim, essa afirmação e
testemunho de Jesus revela algo fundamental, e é sobre isso que
vamos falar nas páginas que se seguem.
Relembrando a afirmação de
Jesus já citada, observamos que Ele disse: "Deus não é
Deus de mortos, e, sim, de vivos". E observe
que Jesus falou isso quase dois mil anos depois da morte natural
de Abraão, Isaque e Jacó, mas mesmo assim Jesus não disse que
Deus era o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
O que Jesus disse foi que Deus
não era Deus de Abraão, Isaque e Jacó apenas no passado, quando
eles estavam aqui na terra; mas que Deus continuava sendo o Deus
deles mesmo naquele momento em que Jesus falava na Galiléia. Ora
isso é muito interessante, por dois motivos: (1) a afirmação de
Jesus mostra claramente a continuidade da vida de homens que
viveram um determinado relacionamento com Deus; e (2) coloca em
destaque Abraão, Isaque e Jacó, indicando que há, no homem,
algo com que Deus Se relaciona eternamente.
Mas por que se fala em Abraão,
Isaque e Jacó? Por que não se fala de Enoque - "que
andou com Deus"; ou de Noé que salvou a criação do
dilúvio? Por que não se fala de outras pessoas
que serviram ao Senhor nos tempos antigos? Será que
há um motivo pelo qual Deus sempre Se identificava perante
Israel, dizendo: "Eu sou o Deus de Abraão, de Isaque e de
Jacó?
Pode ser que você não
concorde, mas, para mim, ao destacar esses três patriarcas, Deus
manifesta a qualidade de homem com o qual Ele sempre tem muito
prazer em Se relacionar. Ora, Abraão, Isaque e Jacó
não eram homens comuns em Deus; eles foram homens cujas vidas
deram a Deus muito prazer, e Deus teve comunhão com eles e
continua tendo até o dia de hoje.
Mas preste
atenção! O Deus de Abraão, Isaque e Jacó é nosso
Deus também, e Ele tem igual prazer em comungar e identificar-Se
conosco na medida em que nós também cultivamos os mesmos valores
e qualidades de vida que esses homens desenvolveram.
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