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  Deus de Vivos
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 Deus de Vivos

(páginas 1-7)

 

Observe essa palavra de Jesus: "Deus disse: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.   Ele não é Deus de mortos, e, sim, de vivos" (Mateus 22:32). 

Sinto nessa afirmação de Jesus uma nota de triunfo e de exaltação, como se Deus estivesse dizendo: Observe bem! Eu faço os mortos reviverem!

De uma coisa tenho certeza: Dizer "Deus não é Deus de mortos, e, sim, de vivos", foi para Jesus um imenso prazer. A incredulidade e ignorância dos homens que O interrogaram na ocasião do relato de Mateus, deu ao Mestre uma excelente oportunidade de declarar um fato muitíssimo significativo, ou seja, que há homens que vivem eternamente com Deus.

Quando Adão pecou, ele morreu para Deus, exatamente como Deus dissera: "(...) da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gênesis 2:17), e, conseqüentemente, Adão se privou da comunhão com Deus.

Quando o homem peca, o que ele efetivamente faz é dizer: Afasta de mim, Deus, pois quero andar sozinho, quero viver do meu jeito.   Mas o homem esquece que, ao proceder dessa maneira, ele não fica só, mas Satanás e a morte o acompanham.   Não existe nada sem conseqüências.

O homem morreu para Deus quando pecou; mas desde aquele momento, Deus tudo fez para reconquistar a disposição do homem e fazer com que tornasse a viver para Ele.   E não foi nada fácil, pois Deus jamais passa por cima do livre arbítrio do homem.   Foi necessário que o homem tivesse vontade de viver para Deus; e ao longo do Antigo Testamento, temos relatos a respeito de homens da antiguidade que fizeram exatamente isso, como: Abel, Enoque, Noé etc.

Mas certamente você já observou que, ao falar com o Povo de Israel, Deus sempre diz: "Eu sou o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó"   Será por quê?  Acho interessante que o grande Deus, Criador do Universo, Se identifique com o homem (sua criação) dessa maneira.   E certamente há uma razão para isso, que não somente serviu como testemunho para Israel, mas também tem um significado importante para nós.   Quem era Abraão?   Quem era Isaque?   Quem era Jacó?   Patriarcas (pais) da nação israelita?   Sim, mas isso não é importante para nós.   Para você e para mim, essa afirmação e testemunho de Jesus revela algo fundamental, e é sobre isso que vamos falar nas páginas que se seguem.

Relembrando a afirmação de Jesus já citada, observamos que Ele disse: "Deus não é Deus de mortos, e, sim, de vivos".   E observe que Jesus falou isso quase dois mil anos depois da morte natural de Abraão, Isaque e Jacó, mas mesmo assim Jesus não disse que Deus era o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

O que Jesus disse foi que Deus não era Deus de Abraão, Isaque e Jacó apenas no passado, quando eles estavam aqui na terra; mas que Deus continuava sendo o Deus deles mesmo naquele momento em que Jesus falava na Galiléia. Ora isso é muito interessante, por dois motivos: (1) a afirmação de Jesus mostra claramente a continuidade da vida de homens que viveram um determinado relacionamento com Deus; e (2) coloca em destaque Abraão, Isaque e Jacó, indicando que há, no homem, algo com que Deus Se relaciona eternamente.

Mas por que se fala em Abraão, Isaque e Jacó?   Por que não se fala de Enoque - "que andou com Deus"; ou de Noé que salvou a criação do dilúvio?    Por que não se fala de outras pessoas que serviram ao Senhor nos tempos antigos?   Será que há um motivo pelo qual Deus sempre Se identificava perante Israel, dizendo: "Eu sou o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó?

Pode ser que você não concorde, mas, para mim, ao destacar esses três patriarcas, Deus manifesta a qualidade de homem com o qual Ele sempre tem muito prazer em Se relacionar.   Ora, Abraão, Isaque e Jacó não eram homens comuns em Deus; eles foram homens cujas vidas deram a Deus muito prazer, e Deus teve comunhão com eles e continua tendo até o dia de hoje.

Mas preste atenção!   O Deus de Abraão, Isaque e Jacó é nosso Deus também, e Ele tem igual prazer em comungar e identificar-Se conosco na medida em que nós também cultivamos os mesmos valores e qualidades de vida que esses homens desenvolveram.

 

  Continua na página 7 do livro.

 
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