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Ao iniciar a vida no Espírito Santo (entrar
no Rio de Ezequiel cap.47), o prazer que sentimos é tamanho que
facilmente achamos que já chegamos a tudo o que Deus tem para
nós: somos salvos e batizados no Espírito Santo e
pronto! Pensamos que resta-nos apenas aguardar a vinda
de Jesus nas nuvens. E paramos nessa posição.
Mas pode também surgir em nós
insegurança ou incredulidade em relação 'às coisas do
Espírito'. Então, achamos melhor contentar-nos com o
que já recebemos do Espírito: conservamos os pés (da fé)
firmemente plantados naquilo que já 'entendemos' até então, e
não buscamos mais os dons espirituais e a submissão diária à
Verdade de Deus que o próprio Espírito procura revelar ao nosso
coração.
Essa é a posição de um
'cristão homem natural', e é um mal que nos acompanha a todos,
seja qual for o nível de nossa experiência em Deus.
A parada do profeta (Ezequiel) foi sempre a mesma em cada etapa:
estivessem as águas dando-lhe pelos pés, pelos joelhos, ou pelos
lombos, ele sempre parava. A tendência da nossa
natureza carnal (em relação às coisas do Espírito) é 'parar'.
Não importa se vivermos em
pouco ou muito do Espírito; enquanto não houver a entrega
completa à liderança do Espírito, o problema da carnalidade -
homem natural - será sempre o mesmo. Temos de
desprender os pés do chão, sair dos nossos posicionamentos naturais, desapegar-nos dos
nossos próprios valores, e perder por completo a nossa própria
identidade. Só assim viveremos na plenitude do
Espírito. Haverá contínuos e sucessivos despertamentos em direção a um
compromisso cada vez maior com a Verdade e a uma entrega mais
completa ao Espírito Santo.
Não basta 'estarmos' no rio
(termos o Espírito em nós), é preciso sair do 'natural' e
desenvolver o 'espiritual'. É impossível ter a
liderança do Espírito em nossas vidas através de atitudes e
posições naturais, carnais. Temos de vencer as
etapas até chegarmos a depender totalmente do rio - do Espírito
Santo - em tudo.
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