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Concluímos
o capítulo anterior observando o problema das 'aspirações e
ambições' dos nossos filhos. O pai exerce uma grande
influência nesse sentido, tanto em termos naturais como em termos
espirituais. O que alguns pais ignoram é que o seu próprio
comportamento pode ser interpretado de maneira diferente por cada
um de seus filhos. Mas o que todo filho (sem
exceção) faz é 'usar' os 'valores' dos pais em benefício
próprio, e, como veremos o caso de Jacó, cada filho de Isaque
soube aproveitar (beneficiar-se) bem, ainda que de maneira
diferente, do apetite (interesses) de Isaque. Jacó
também fez isso no momento da bênção.
Outro fator que opera nesse
sentido é o desejo que o filho tem de agradar ao pai.
No caso de Isaque com Esaú, a
valorização excessiva da habilidade do rapaz (era perito
caçador) prejudicou o seu desenvolvimento em termos da fé e de
Deus. E será que você
sabe o quanto Esaú
foi prejudicado com
isso?
Observe que tudo o
que se passou com
Esaú levou o
escritor aos hebreus
a fazer uma
descrição dele,
fazendo, ao mesmo
tempo uma séria
advertência a nós: "(...) atentando diligentemente (...) para que não haja
algum impuro, ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto,
vendeu o seu direito
de primogenitura.
Pois sabeis também
que posteriormente,
querendo herdar a
bênção, foi
rejeitado, pois não
achou lugar de
arrependimento,embora,
com lágrimas o
tivesse buscado" (Hebreus 12:15-17).Você observou como Esaú
era? Era impuro e profano. Por gostar da
caçada? Não! Por não cuidar do seu coração,
segundo Provérbios 4:23.
Isaque semeou valores naturais
(temporais) na vida de Esaú - alimentando apenas a alma do rapaz,
os sentimento e interesses do filho. Assim, o pai não
podia esperar algo melhor, pois, como você sabe, a 'colheita' é
sempre da mesma espécie da semeadura (Gálatas 6:7).
Durante toda a sua vida, Esaú
exibiu suas proezas de perito caçador, de modo a agradar muito e
sempre ao seu pai. E em razão disso, Esaú
negligenciou e desprezou os valores eternos, até mesmo trocou a
primogenitura por um prato de comida. Para ele, a
satisfação do momento era mais importante que algo eterno - a
bênção em Deus.
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