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Já mencionamos que o coxo que participou da
Grande Ceia (Lucas 14:21) representa a condição da pessoa que é
oprimida na alma. Essa pessoa vive segundo as
emoções e sofre uma forte opressão de Satanás na área do
desejo. É isso que faz com que ela não ande, não
progrida no Caminho do Senhor; ela está sempre atrapalhada,
frustrada e desanimada com ela mesma. Trata-se de uma
pessoa de tal modo destruída interiormente que não tem forças
para sair do lugar de derrota em que vive. Essa pessoa
deseja andar, mas não consegue.
Como é bom que Jesus tenha
dito, bem no início do Seu ministério: "O Espírito do
Senhor está sobre Mim, pelo que Me ungiu (...) para por em
liberdade os oprimidos (coxos)"(Lucas 4:18).
O que Jesus diz nessa citação é que Ele veio para refazer,
restaurar aquele que foi desfeito, despedaçado por
Satanás. É esse o sentido da condição de alma
coxa, oprimida. A pessoa vive aprisionada pela
calamidade das suas
circunstâncias.
Possivelmente
a
palavra
que
melhor
exprime
isso é a
afirmação
de que
Jesus
veio "para
que, por Sua morte, destruísse (...) o diabo, e livrasse a todos
que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda
a vida" (Hebreus 2:14,15).
Quando você entra na
auto-condenação (Deus não condena: João 3:17), no medo, e na
ansiedade, é porque você está sendo levado pelo engano que
Satanás move em sua alma.
Ninguém
anda com
Deus
desse
modo.
E se
você me
diz: Mas
eu não
sei me
livrar
disso,
as minhas
circunstâncias são
tão difíceis que
fico totalmente
esmagado.
Ah! É
exatamente para
tirar você dessa
condição que Jesus
veio. Por isso Deus
preparou a Grande
Ceia do Evangelho,
para que você,
elevando o coração a
Deus em ações de
graças por Jesus,
passe a viver na
liberdade que Cristo
nos deu (Gálatas
5:1).
Para a pessoa esmagada pelas
circunstâncias e totalmente perdida e desorientada, não é
fácil se aquietar o suficiente para saber o que Deus deseja fazer
para ela através da Grande Ceia que Cristo preparou. Nos
exemplos das condições da alma que consideramos até aqui,
enfatizamos que "tudo está feito" (Apoc.21:6),
pois Jesus Cristo veio ao mundo para desfazer todo o mal e a
corrupção que Satanás lançou contra nós. Vimos
também que nós não contribuímos em nada para a Grande Ceia,
temos só de participar - viver nela.
E agora, consideremos quando
você se sente totalmente desamparada e desorientada na alma, como
é que Deus faz? Vejamos uma ilustração prática.
Para enfatizar que a nossa restauração depende única e
exclusivamente de Deus, Jesus ensinou a parábola da ovelha
perdida (Lucas 15:3-7) Essa parábola é ainda mais
pertinente porque trata da condição de um animal estúpido
(caraterística da ovelha), recordando o que já mostramos a
respeito da condição da nossa alma- a condição 'animal' do
homem.
Observe: Primeiro, a
ovelha se perdeu. Essa é a nossa situação quando pelo
engano do pecado, sentimo-nos perdidos e desorientados em
circunstâncias adversas. Somos como ovelha que não tem
idéia de como regressar ao aprisco: "Todos nós
andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo
caminho, mas o Senhor fez cair sobre Ele (Jesus) a
iniqüidade de nós todos" (Isaías 53:6).
Segundo, o pastor busca a
ovelha "até encontrá-la" (Lucas
15:4). Todo o esforço e iniciativa para nossa
restauração é do nosso Pai celeste, e Ele prossegue nisso até
nos encontra. Terceiro, observe: "Achando-a, põe-na sobre
os ombros, cheio de júbilo" (Lucas 15:5).
Temos uma certa dificuldade para fazer com que as pessoas entendam
o que o apóstolo Pedro falou nesse sentido: "Cristo
morreu (foi esse o caminho da busca)(...) para conduzir-vos
a Deus" (1 Pedro 3:18). É isso que Jesus
ensinou com a parábola da ovelha perdida: Deus coloca você sobre
os ombros e te conduz, jubiloso de volta ao aprisco: aos cuidados
da Sua comunhão.
Será que você pode avaliar o
júbilo do seu Pai celeste, quando, pelo Espírito Santo e a
Palavra, Ele consegue achar você? Isso acontece toda
vez que você - alma coxa, cativa - ouve o convite de Jesus: "Vinde
porque tudo está preparada"(Lucas 14:17), e agradecido,
passa a participar da Grande Ceia. Como? Louvando a
Deus por Sua graça (soberana disposição de amor) em Cristo.
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