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Às
dez para três horas da madrugada, acordei com o meu espírito
angustiado por um quadro assustador: "Multidões, multidões no vale da decisão
(...)" (Joel 3:14): morrendo, agonizando, padecendo,
perecendo . . . por falta de água. Alguns, de joelhos, ou mesmo
prostrados, com o rosto em terra, clamavam por
socorro. Outros, no intuito de não ter consciência
da tremenda agonia da morte, injetavam-se substâncias que
provocavam alucinações, mas logo o efeito daquelas drogas
passava, e novamente eles se retorciam no chão.
Então observei que a maioria
já estava num estupor de morte tão profundo que nada faziam no
sentido de encontrar uma solução. Mas . . . não havia mesmo
solução alguma
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