Observe
estas palavras: liberdade, enredar-se, ansiedade, aflição,
corrupção. Neste ensinamento, quero mostrar-lhe a
relação que há entre elas. Observe o que Paulo disse: “Para
a liberdade foi que Cristo nos libertou” - Gálatas 5:1.
Então,
eu pergunto: Você sabe o que significa ter liberdade?
Você sabe viver em liberdade, viver livre? Nos últimos
dias, o Espírito Santo me mostrou muito claramente que o que Jesus fez
por nós é bem mais amplo do que imaginamos. Liberdade,
em termos de Deus, é a condição de vida em que Adão vivia antes da
queda. Para Adão, líberdade era a ausência total de
ansiedade, aflição, e corrupção, simplesmente não existindo sequer
a possibilidade de ele se enredar com algo, pois Deus criou Adão livre.
E Adão vivia na mais perfeita Paz.
Será
que a obra redentora de Cristo nos proporcionou algo de alguma forma
inferior à fantástica condição em que Adão vivia? Certamente você
responde: Claro que não! Então, como ficam a ansiedade, a aflição, e
a corrupção em que vivemos, às vezes? E por que nos enredamos em
situações que prejudicam a nossa liberdade em Cristo?
Sei que, provavelmente, você vai dizer: Porque temos um adversário:
Satanás. Mas Jesus disse: “No mundo tereis aflições,
mas tende bom ânimo, (pois) eu (já) venci
o mundo” (João 16:33); e também: “Deixo-vos
a paz, a minha paz vos dou” (João 14:27).
Observe
que Jesus disse: “deixo” e “dou”,
ou seja: através de Sua obra redentora, Jesus restaurou, para nós, o
que Adão perdeu, isto é, a liberdade de vivermos na
mais perfeita paz. Você pode viver sem ansiedade, sem aflição,
e sem corrupção porque “Cristo nos libertou”.
Ou será que você protesta: Mas irmão, Jesus disse que teríamos aflições!
Sim, Jesus disse essas palavras, mas observe como continuou a
falar: “(...) mas tende bom ânimo, eu (já) venci
o mundo”. Se você aceita viver lutando,
viver em aflição, procurando através do seu próprio esforço
‘vencer’ o que Jesus já conquistou para nós, esse problema é seu.
Eu prefiro aceitar o que Jesus disse, agradecendo-Lhe a liberdade,
vivendo na paz que Ele me deu, e recusando tudo o que se coloca contra
isso.
Outro
dia acordei com um ensinamento do Espírito que fez estremecer todo o
meu entendimento da nossa condição em Cristo. Todos nós
aceitamos condições e situações que não somente confrontam e anulam
nossa liberdade, mas também depõem contra a paz. Quanto à paz,
observe que Jesus disse: “(...) não vo-la dou como a dá
o mundo”. E em virtude disso, Ele
exorta: “Não se turbe o vosso coração, nem se
atemorize” (João 14:27). A liberdade que
Jesus conquistou para nós é a vitória da ressurreição.
Jesus viveu toda a Sua vida aqui na Terra livre do pecado e, portanto,
na mais perfeita liberdade e paz. Essa é a vitória que Ele
deixou para nós.
Você
deve ter notado que grifamos a palavra liberdade continuamente. Isso é
proposital, pois queremos convencer você a não aceitar condição
alguma que comprometa o que Cristo conquistou para você. Quando você
cai na ansiedade, você perde a liberdade, você fica preso às circunstâncias.
E isso é incompatível com a condição de ressurreição em Cristo em
que você pode viver. Enquanto eu meditava nisso, o Espírito Santo me
levou a 2 Pedro, capítulo 2, focalizando principalmente a condição
errada – não livre - em que viviam duas pessoas da antiguidade: Ló
e Balaão. A respeito de Ló, sobrinho de Abraão, lemos:
“O
justo Ló, afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados
(os homens de Sodoma e Gomorra),
porque
esse justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava
a sua alma justa, cada dia por causa das obras iníquas daqueles”
- 2 Pedro 2:7,8.
Sobre
Balaão (o profeta desobediente), lemos:
“(...)
abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo
caminho de Balaão que amou o prêmio da injustiça (recebeu, porém,
castigo da sua transgressão, a saber, um mudo animal de carga, falando
com voz humana, refreou a insensatez do profeta)
-
2 Pedro 2:15,16.
Observe
as expressões:
“Ló
afligido(...)”, “atormentava a sua alma”, “Balaão amou o
prêmio da injustiça”, “castigo da sua transgressão”.
Essas palavras exprimem condições de relacionamento totalmente
estranhas à líberdade em que deve viver o homem de Deus. Esses homens
aceitaram situações comprometedoras da liberdade na qual Deus queria
que vivessem. Veja como o apóstolo Pedro explica isso para nós:
“Se
depois de ter escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do
Senhor e Salvador Jesus Cristo, formos outra vez envolvidos nelas( .
. .)” –2
Pedro 2:20.
Considere
as expressões:
“corrupções
do mundo”
e
“envolvidos
nelas”, que
explicam como você e eu aceitamos situações que nada têm a ver com a
“liberdade com
que Cristo nos libertou”
(Gál.5:1).
Ló se afligia e atormentava a sua alma com o procedimento do povo ao
seu redor – prisioneiro de uma situação – porque Sodoma lhe
proporcionava uma certa vantagem nos ‘negócios’(Gênesis 13:10,11).
Balaão transgrediu porque
“(...)
amou o prêmio da injustiça”,
ou seja, desprezou o grande valor da líberdade pertinente aos servos do
Altíssimo. Por que fizeram isso? Porque se ‘deixaram
envolver’ pela ‘corrupção do mundo’.
É
especialmente interessante a expressão: “corrupções do
mundo”; o significado dela me fez
lembrar que Paulo disse: “Agora vemos como por espelho,
obscuramente” (1 Cor.13:12). Quando você e eu
aceitamos, prezamos ou toleramos qualquer situação ou circunstância
que nos causa ansiedade ou aflição, não vemos claramente o que Cristo
fez. E então, não desfrutamos da condição de liberdade com que
Cristo nos libertou. Irmão você é mais livre do que imagina.
Assim, não restrinja nem limite o que Deus fez por você em Cristo.
Paulo disse que Cristo “(...) nos fez assentar nos
celestiais” (Efésios 2:6). Você não pode se
contentar com nada que contradiga isso. É muito fácil acomodar-se a
situações e condições de que negam a liberdade, mas, se você ouvir
o Espírito Santo, Ele estará sempre guiando-o para a liberdade.
E lembre-se, Jesus disse: “Se o Filho vos libertar,
verdadeiramente sereis livres” - (João 8:36).
Glorifique-O nisso!