É com muito
tristeza que faço você lembrar o que Paulo falou aos homens em Atenas:
“Em
tudo
vos vejo acentuadamente religiosos” (Atos 17:22)
Por
que falo isso? Porque observo que Satanás tem investido tão fortemente
sobre todos nós que dificilmente nos livramos da religiosidade.
Mas, afinal, o que é ‘religiosidade’? No texto original
da citação acima, a palavra religiosidade significa ‘pavor
dos deuses demoníacos’, algo a que, na fala popular, se chama
de superstição. É exatamente isso que leva as pessoas a
praticarem ‘obras mortas’ – fruto da alma – em nome de Deus,
obras que nada têm do Espírito Santo, e são ações motivadas por
medo e não por fé.
Apesar
de procurarmos, por todos os meios, mostrar a verdade pura do Evangelho,
muitos irmãos continuam sob a forte influência da religiosidade, e
isso se revela com muita clareza, se observamos os programas da TV.
Certamente o que se assiste na TV influencia fortemente o que se entende
por Evangelho que, na maioria dos casos, nada mais é do que emoção
– produto da alma. Em seu entusiasmo de dominar a opinião
pública com linha doutrinária própria, os líderes religiosos lançam
mão de ‘obras mortas’, que apelam para o emocional (erradamente
considerado como sendo expressão espiritual) que evidencia a condição
acentuadamente religiosa da ‘igreja atual’. Não estamos
dizendo que os líderes são insinceros no que fazem, mas que estão
enganados, tão enganados quanto os religiosos que crucificaram Jesus,
dos quais o apóstolo Paulo disse:
“Se
tivessem conhecido a sabedoria de Deus em mistério,
jamais teriam
crucificado
o Senhor da glória” (1
Coríntios 2:7,8).
O
que é a “sabedoria de Deus em mistério”, que o religioso deixa de
conhecer? Se continuamos a leitura do 1 Coríntios 2, vemos que
Paulo diz que é a verdade do Evangelho, que é revelado, pelo Espírito
Santo:
“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração
humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam. Mas Deus
no-lo revelou
pelo
Espírito;
porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as
profundezas de Deus. Ora nós não temos recebido o espírito
do mundo, e, sim, o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos
o que por Deus nos foi dado gratuitamente”
– 1 Coríntios 2:9,10,12.
Observe
que, na citação acima, Paulo fala em “espírito do mundo,”
contrastado ao “Espírito que vem de Deus,” que é o
Espírito Santo, a terceira pessoa da santíssima Trindade.
O “espírito do mundo” é a condição em que vive o “homem
natural, que não aceita as coisas do Espírito de Deus” (1. Cor.
2:14). E é isso que caracteriza o ‘religioso’, pois ele pensa que
sabe, mas é enganado por Satanás, “o príncipe deste mundo”
(João 16:11). Assim, certamente, você vê como é
importante sabermos se é o espírito do mundo ou o Espírito que vem de
Deus que nos orienta e domina. A orientação do homem
natural, por ser ele acentuadamente religioso, é da alma, segundo
aquilo que ele pensa, sente e deseja, segundo o espírito do mundo que
domina aqueles que “pelo pavor da morte, estavam sujeitos à
escravidão por toda a vida” (Hebreus 2:15). As pessoas se
sujeitam a doutrinas de toda espécie motivadas pelo medo, não pela fé.
Tome muito cuidado com isso! Este comportamento contrasta com o
procedimento do homem espiritual, o qual se deleita no entendimento do
íntimo que provém da “sabedoria de Deus em mistério” (e
somente dela) através da oração em línguas.
Espero,
irmão, que você esteja zelando por seu procedimento para
garantir que, em todo momento, procede segundo a “sabedoria de
Deus em mistério”, mas caso você não tenha certeza disso,
observe o que Paulo diz a
respeito
daqueles (cristãos religiosos) que procedem naturalmente:
“Ninguém vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de
festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das
coisas que haviam de vir, porém o corpo é de Cristo. Se
morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, porque, como se vivêsseis
no mundo (como o religioso), vos sujeitais a ordenanças: não
manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os
preceitos e doutrinas dos homens? pois que todas estas
coisas com o uso, se destroem (substituídos por outras
‘regras’ – obras mortas). Tais coisas, com efeito, têm aparência
de sabedoria, como culto de si mesmo, e falsa humildade, e rigor ascético;
todavia não têm valor algum contra a sensualidade (feitos
do corpo, lascívia)”. – Colossenses 2:16,17,20-23.
Considere
com muitos motivos que levam você a praticar doutrinas falsas de obras
mortas que nada têm a ver com a fé no que Cristo fez por nós.
Toda ação ou procedimento (o mais ‘plausível’ que seja) que não
é de fé, não agrada a Deus e provém de medo e incredulidade: O
escritor aos hebreus disse:
“Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós
perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo;
pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se
chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do
pecado” – Hebreus 3:12,13.
Não
negligencie a oração em línguas que é a “sabedoria de Deus em
mistério” edificando-o na sua fé santíssima e colocando-o em
harmonia com o Altíssimo.