Por
causa de uma danosa e falsa doutrina proveniente da América do Norte e
que está sendo espalhada por toda parte, quero considerar algumas
Verdades para que você não caia no engano quanto ao que
‘aconteceu’ com Jesus entre a cruz e a ressurreição. Temos
de reafirmar categoricamente: Jesus é Deus eterno “de
eternidade a eternidade” (Sal.90:2). Isso é muito claro no
testemunho do escritor aos hebreus:
“Nestes últimos dias, Deus nos falou pelo Filho, Ele, que é o
resplendor
do
Seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder, depois
de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se
à direita da Majestade nas alturas. (...) Acerca do Filho
(Deus
diz): O Teu trono, ó
Deus,
é para todo o sempre”
–
Hebreus 1:2,3,8.
É
importante entendermos que morrer não é deixar de existir.
Morrer espiritualmente é a separação de Deus, que é conseqüência
ou resultado do pecado. É morte que se vive para todo o
sempre. Na cruz, Jesus morreu fisicamente,
não espiritualmente. Ele foi separado
fisicamente de Deus, mas não espiritualmente:
“O Senhor, tenho-O sempre à minha presença;
estando Ele à minha
direita
não serei abalado.
Alegre-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta; até o meu
corpo repousará seguro. Pois não deixarás
a
minha alma na
morte
(na habitação dos mortos – o inferno),
nem permitirás
que o Teu Santo veja corrupção.” -
Salmo
16:8-10.
Observe:
“não permitirás que o Teu Santo veja corrupção”.
A corrupção é conseqüência do pecado, e Jesus nunca pecou (Hb.4:15).
Então por que Ele morreu? Porque “Ele foi traspassado
(ferido com a morte) pelas nossas transgressões” (Is.53:5),
mas, mesmo assim, o seu corpo ‘repousou seguro’ – sem sofrer
corrupção. Por isso Paulo disse: “Aquele quem Deus
ressuscitou, não viu corrupção” (Atos 13:37).
É
muito importante entendermos que Jesus foi homem e Deus ao mesmo
tempo: totalmente homem e totalmente Deus. Como Paulo mostra em
Filipenses 2:6-8, Jesus, mesmo sendo Deus, “a Si mesmo Se esvaziou
(abriu mão de Sua glória por um pouco) tornando-Se
(voluntariamente) em semelhança de homens”. E o
escritor aos hebreus diz: “Ao entrar no mundo, diz: sacrifícios e
ofertas não quiseste, antes corpo me formaste” (Hb.10:5).
Deus O gerou no ventre de Maria para Ele poder vencer tudo o que Satanás
tinha semeado de corrupção em nós. “Ele, Jesus, nos dias da Sua
carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas
a quem O podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por
causa da Sua piedade (isenção do pecado) tornou-Se o Autor da salvação
eterna . . .” (Hebreus 5:7-9).
Referindo-Se
a isso, Jesus disse:
“Já não falarei muito convosco, porque aí vem o príncipe do mundo
(Satanás) e ele nada tem em mim”
_ João
14:30.
“Por isso o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir.
Ninguém
a tira de mim;
pelo contrário, Eu a dou espontaneamente, para tornar a tomá-la.
Tenho autoridade
(condição,
poder) para a entregar e
também
para a reassumir.”
– João 10:17,18. Por isso Jesus disse: “Tende
bom
ânimo, Eu venci o mundo”
(João 16:33).
Ao
falar, no dia de Pentecoste, sobre a morte de Jesus, o apóstolo Pedro
fez referência a essa citação, e disse: “Deus O ressuscitou,
rompendo os grilhões da morte (separação) porquanto não
era possível fosse Jesus retido por ela.” (Atos 2:24).
Por que “não era possível”? Porque Jesus não pecou.
Ele apenas ‘provou’ a morte como homem em nosso lugar. Por
isso o escritor aos hebreus diz:
“Aquele
que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos,
Jesus,
por
causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para
que, pela Graça de Deus, provasse a morte por todo
homem”
- Hebreus 2:9.
Levar
o castigo por nosso pecado não foi fácil para Jesus, mas foi, sim, uma
‘luta triunfante’ contra todo o poder demoníaco. Por isso, ao
morrer na cruz, Ele clamou:
“Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito!” – Lucas
23:46.
“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste ?”(= me
deixaste levar sozinho este ‘cálice’) (Marcos 15:34). ‘Pai,
se queres, passa de mim este cálice” (Lc. 22:42) mas, como Ele
disse a Pilatos: “Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo” (João
18:37). Cumprir a obra da nossa redenção custou a Jesus
morrer como homem, oferecendo-Se com ‘forte clamor’: brado de
triunfo: “Está consumado”(João 19:30). O profeta
Isaías diz:
“Ao Senhor (Deus Pai) agradou moê-lO, fazendo-O
enfermar; quando
der
Ele (Jesus)
a Sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade
e prolongará
(dará continuidade a) os seus dias; e a vontade
do
Senhor prosperará nas Suas mãos, Ele verá o fruto do penoso
trabalho
da Sua alma
e ficará satisfeito;” - Isaías 53:10,11.
Por
que a Deus ‘agradou moer Jesus’? Foi em razão de Seu
grande amor por você. O corpo físico de Jesus foi Sua “oferta
pelo pecado”, e Ele viu a “Sua posteridade”, o
triunfo do Seu espírito – a ‘continuidade’ na presença do Pai.
O apóstolo Pedro disse:
“Cristo morreu uma
única
vez, pelos pecados (nossos), o Justo pelos injustos
(nós),
para
conduzir-vos a Deus; morto,
sim, na carne, mas vivificado
(sempre vivo) no espírito, no qual também foi e pregou
aos
espíritos em prisão, os quais noutro tempo foram desobedientes quando
a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé
...” –1
Pedro 3:18-20.
Morto
não pode pregar. Jesus morreu sim, fisicamente, mas Ele foi
sempre vivo espiritualmente, e por isso o apóstolo Paulo disse:
"Quando Ele (Jesus) subiu às alturas, levou
cativo o cativeiro (...) Ora, que quer dizer subiu, senão que também
havia descido até às regiões inferiores da Terra? Aquele que desceu
é também o mesmo que subiu (Jesus em corpo espiritual) acima de
todos os céus, para encher todas as coisas" - Efésios
4:8-10.