Outro
dia uma irmã me ligou e disse: Meu filho (13 anos), querendo nos
desobedecer colocando um ‘piercing’ na sobrancelha, disse: Mãe, eu
tenho livre arbítrio, e Deus não atenta para as aparências, Ele vê o
coração.
Provavelmente
você não imagina a indignação que surgiu no meu íntimo ao ouvir as
palavras desse menino, e a compaixão que senti por essa irmã. Você
sabe por quê? Há dois erros perigosos nessa conversa do menino, como
também um engano da parte dos seus pais. Se você tem filhos menores,
tome muito cuidado como os instrui na Palavra. É muito perigoso usar a
Palavra de Deus levianamente, e sei que isso se faz muito por aí.
Observe os erros da conversa do menino: primeiro, quanto ao livre-arbítrio
de um menor, e segundo, quanto ao uso errado da Palavra.
Com relação
ao livre-arbítrio de filho menor, observe Paulo:
“Vós,
filhos, sede obedientes aos vossos pais no Senhor, porque é justo.
Honra a teu pai e a tua mãe (...) para que te vá bem, e vivas muito
tempo sobre a Terra”- Efésios 6:1-3.
O
menor exerce o livre arbítrio sendo obediente aos pais e honrando-os
para que “se vá bem, e viva muito tempo sobre a
terra”, caso contrário, ele estará dando condições a
Satanás para destruí-lo. Como explicamos àquela irmã, as instituições
do FEBEM estão cheias simplesmente porque os filhos não observam esse
princípio da vida. Também as drogas e outros vícios destroem milhares
de crianças, e muitos estão nos cemitérios por causa disso. Se você
não quer chorar a destruição dos seus filhos, instrui-os
continuamente no sentido de exercerem o livre arbítrio corretamente,
como Paulo ensina. Como a criança pode dizer que honra a Deus (que não
vê) se ela não honra os pais (que vê)?
Com
relação ao uso errado da Palavra, estamos perante uma situação ainda
mais séria. Paulo fala desse perigo:
“Não andamos com astúcia, nem falsificando a Palavra de
Deus”
–
2 Coríntios 4:2.
Toda
vez que alguém usa a Palavra de Deus em prol de interesse próprio,
como o menino fez na conversa com a mãe, está falsificando,
adulterando ou prostituindo a Palavra de Deus. Ou seja: está
“mudando a verdade de Deus em mentira” (Romanos 1:25), exatamente
como Satanás fez em sua conversa com Eva no Jardim do Éden.
E você sabe qual foi a terrível conseqüência daquilo.
No
caso do menino que disse: “Deus vê o coração”, a verdade é que
ele não entende o perigo em que está, pois é evidente, pela desobediência
aos pais, que o coração desse menino está cheio de rebeldia e perdição.
Ele precisa dar graças a Deus por ter pais que sabem entrar em Deus
para a salvação dele, tomando as providências necessárias para sua
correção. Ao usar uma Verdade de modo errado, o menino
deixou de observar outra verdade, em 1 Pedro 1:14:
“Como filhos obedientes, não vos conformando com as
concupiscências (modos) que antes havia em vossa ignorância”.
É
dessa maneira que a pessoa ‘adultera’ a Palavra, esquecendo que é
muito perigoso usar textos isolados da Palavra. A conseqüência
disso é morte na certa.
Irmão,
não estranhe que esteja mostrando esse acontecimento, pois todos nós
(mesmo que não temos filhos menores) precisamos ter muito cuidado em
como ‘usamos’ a Palavra. A Palavra de Deus não é uma
espécie de ‘amuleto’, que se usa para defender-se do mal, ou
ostentar uma ‘filiação’, como acontece com os adesivos nos carros
que circulam pelas ruas das cidades. Semelhantemente, não se deve
‘usar’ a Palavra de Deus como mantra – repetindo-A levianamente,
tipo: ‘Se Deus é por nós quem será contra nós’, ou ‘o sangue
de Jesus tem poder’ etc. Isso é sinal evidente de uso errado da
Palavra, a que Paulo chama de ‘adulterar’ ou ‘falsificar’.
É muito fácil cair nesse tipo de erro, achando que é um fim
‘justo’ ou inofensivo. E não é por ostentar um adesivo no
carro que a pessoa divulga e confirma a sua fé, é por sua vida de todo
dia. Quanto à Palavra de Deus, precisamos lembrar que é o próprio
Deus quem determina os objetivos da Sua Palavra. Por isso Ele
afirmou:
“Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem
os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Assim como descem a
chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, sem que primeiro
reguem a terra e a fecundem e a façam brotar, para dar semente ao
semeador e pão ao que come. Assim será a Palavra que sair da minha
boca; não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz, e
prosperará naquilo para que a designei” – Isaías
55:8,10,11.
Confessar
a Palavra não é simplesmente pronunciá-lA ou repeti-lA; é
comportar-se conforme Ela, viver nEla. Só assim,
podemos garantir, em nosso dia-a-dia, a prosperidade eterna que as
promessas de Deus nos proporcionam.