No
mês de agosto 2002, iniciamos a nossa carta com estas palavras: Deus
tem um plano. Agora, no início do ano 2004, estamos
considerando este Plano que, como dissemos em 2002, tem por objetivo:
livrar todos os homens da escravidão do pecado, e isso inclui você.
Observando
a maneira como os líderes falam do Evangelho na TV, tenho de
perguntar se eles realmente sabem o que dizem, pois parece que continuam
não atentando para a advertência do apóstolo Paulo em Colossenses
2:16-23. A maioria dos cristãos ainda se sujeita a ordenanças
“como se vivessem no mundo” (v.20),
e isso é lamentável. Em nossas considerações sobre o Plano de Deus
para o homem, deixamos bem claro que aquele que nasceu de novo em Cristo
nada tem a ver com o mundo e suas formas de tentar relacionar-se com
Deus. Entra ano e sai ano e a maioria dos cristãos continua
praticando obras mortas, que nada têm a ver com a fé e nada resolvem.
Espero que você não seja um deles. Por isso, quero considerar com você
o livre arbítrio e a Graça.
Ontem,
um irmão muito querido me ligou e disse: ‘Eu descobri nessas semanas
que eu não sei o que pensava que sabia.’ O que ele queria dizer é:
Irmão, eu venho me enganando a mim mesmo por muito tempo. Quando
você chega a entender isso, é o momento mais importante da sua vida,
pois foi exatamente por isso que Deus lhe enviou um Salvador maravilhoso
chamado Jesus. Jesus veio para salvar você e eu de nós mesmos. Ele é
a nossa Vida. Somente nEle somos salvos. Esse é o Plano de Deus
para nossa Redenção e cada um de nós tem de lembrar sempre as
palavras de Moisés:
“O Deus eterno é a tua habitação (refúgio) e por baixo
de ti estende os braços eternos” – Deuteronômio
33:27.
O
cristão que vive dessa forma, está plenamente coberto pelo Plano de
Deus para sua vida: tem cobertura e sustento divinos. Ao considerar O
Reino de Mil Anos em nossas observações sobre o Plano de Deus,
anotamos o seguinte ensinamento do apóstolo Paulo:
“Deus retribuirá a cada um segundo o seu procedimento:
(...) tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que
faz o mal, glória, porém, e honra e paz a todo aquele que pratica o
bem. Porque para com Deus não há acepção de pessoas”
- Romanos 2:6-11.
A
expressão: “retribuirá a cada um segundo o seu
procedimento” mostra claramente que, no Seu grandioso
Plano para a humanidade, Deus não interfere, não agride, o livre arbítrio
de ninguém. Aquele que “pratica o bem”
agora, receberá “glória, honra e paz”
em sua vida na eternidade. Semelhantemente, aquele que
“faz o mal” durante sua vida aqui receberá “tribulacão
e angústia”, tanto aqui quanto eternamente.
A opção é nossa. Deus respeita o que nós decidimos.
Enquanto
eu preparava o ensinamento sobre o Reino de Mil Anos e considerava o
fato de que aquele que é ‘nova criatura’ “reinará
com Cristo durante mil anos” (Apocalipse 20:4), Deus me
perguntou: Quando é que vocês aprendem reinar ? É claro
que eu jamais pensara nisso antes, mas logo lembrei da palavra de Paulo:
“Se já morremos com Cristo, também viveremos com Ele, se
perseveramos, também com Ele reinaremos” – 2 Timóteo
2: 11,12.
Certamente
você quer reinar com Cristo quando Ele vier a segunda vez para reinar
na Terra, mas lembre-se: é agora, em seu dia-a-dia, que você aprende a
reinar com Ele. É isso que quer dizer: “praticar
o bem” na citação acima. Você receberá lá, na
eternidade, “segundo o seu procedimento” agora.
Semelhantemente, aquele que “faz o mal”
vivendo como bem entende, sem atentar para o Evangelho, receberá também
“segundo o seu procedimento” , ou seja,
no Reino de Mil Anos, ele receberá “tribulacão e angústia
- a recompensa da sua rebeldia. Cada um de nós decide
agora a sua condição eterna. Por quê? “Porque
para com Deus não há acepção de pessoas”, ou
seja: Deus jamais agride o nosso livre arbítrio – você vive como
quer. Mas, para muitos, é difícil exercer o livre arbítrio.
Por quê? Observe que Paulo disse:
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei,
pois, firmes e não vos submetais de novo a jugo de escravidão”-
Gálatas 5:1.
E
João afirmou:
“Todos nós temos recebido da Sua plenitude, e graça
sobre graça. Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés, a graça
e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo”- João
1:16,17.
Está
à disposição de todos nós a condição da Graça,
que faz com que Deus justifique incondicionalmente todo
aquele que crê em Cristo, aceitando que Ele já fez tudo para nossa
salvação. Como Paulo afirma acima: “Cristo nos líbertou”. De
quê ? Do“jugo de escravidão”.
Que “escravidão”? Segundo João, é a escravidão da lei, que foi
dada por intermédio de Moisés, a qual Paulo chama de “o
ministério da condenação” (2 Cor.3:9). Ora, o único
objetivo da lei foi demonstrar ao homem que ele nada podia fazer para se
redimir do pecado. “A lei nos serviu de aio para nos
conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados
por fé” (Gal.3:24).
Quando
Paulo diz: “não vos submetais de novo a jugo de escravidão”,
ele mostra claramente que aquele que está em Cristo – aquele que
nasceu de novo - tem condições de exercer o livre arbítrio para sua
salvação, pois ele não é dominado por Satanás. Em
outras palavras: através da fé, ‘morremos para a opressão da
escravidão’, pois somos livres para viver na Graça, em virtude da
obra redentora de Jesus Cristo. “Se já morremos com
Cristo, também viveremos com Ele, se perseveramos, também com Ele
reinaremos.”
Certamente
você observou que, nessa citação, “morremos” agora (tempo
presente),para “vivermos com Cristo” no futuro; “perseveramos”
agora (tempo presente), para “reinarmos” com Ele no futuro – no
Reinado dos Mil Anos. Em virtude da Graça que recebemos, somos
justificados por fé, e totalmente livres para decidir (exercer o livre
arbítrio) em que grupo estaremos na Segunda Vinda de Jesus para Reinar
na Terra. Você estará no grupo que receberá “tribulação
e angústia” eternamente ou no grupo que receberá “glória,
honra e paz” eternamente? Deus fez o Plano.
Você vive, ou não, na condição que Ele estabeleceu para sua
felicidade eterna. É escolha sua.