Como
Satanás, mesmo tendo
sido vencido por Jesus (João 16:33)aproveita das nossas fraquezas para nos
atormentar há mais de dois mil anos! E como
é maravilhoso termos o Espírito Santo, que “nos assiste,
intercedendo ao Pai em nosso favor com gemidos inexprimíveis”
(Romanos 8:26)! Numa carta recente, conversamos a respeito da
primeira parte de Gálatas
5:1, que diz:“É para que sejamos homens
livres que Cristo nos libertou."
Nesta carta, vamos considerar a última parte: ”Ficai,
portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão”.
Você
sabe viver ‘livre’? É claro que isso somente se torna real em
nossa vida na medida em que atentamos para o Espírito Santo, que nos
assiste e
incentiva sempre, inclusive nos momentos de ‘fraqueza’, a crer e
descansar no que Cristo fez por nós. E Cristo nos fez “livres”.
Lembre-se do que Ele mesmo disse, em João 8:36: “Se o
Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres”.
Lembro-me das palavras de um hino que cantávamos muito na Inglaterra:
‘Quão
doce é o nome de Jesus nos ouvidos daquele que crê: consolando-lhe as
tristezas, sarando-lhe as feridas, e banindo todos os seus medos.’
Foi
justamente isso que Jesus fez para Jairo, ao dizer-lhe: “Não temas,
crê somente” (Lucas 8:50); e, quando atentamos ao Espírito Santo, é
exatamente isso que Jesus faz para nós. Observe como Paulo nos exorta:
Sendo que Cristo, através de Sua obra redentora, nos deu a condição de
sermos livres, cabe a nós “Ficar, portanto, firmes e não nos
submeter outra vez a jugo de escravidão”.
Para
muitos, o problema é como ‘ficar (permanecer) livre’ na prática, e
é isso que desejamos considerar. De vez em quando surge a pergunta: Se
colhemos o que semeamos, se eu pecar, será que colherei morte? A
resposta é ‘sim’, se você não se firmar na liberdade (Cristo nos
libertou da morte) que Cristo conquistou para nós na cruz do Calvário.
E observe: ‘morte’ é ‘separar-se da Vida que está em Cristo
Jesus’. E é por isso que Paulo nos exorta a “ficar
(permanecer) firmes” e “não nos submetermos outra vez a
jugo de escravidão”. Assim, precisamos saber como
deixar de ‘colher’ a ‘morte’ que semeamos através do pecado.
Observe o que o apóstolo Tiago (Tiago 1:14-15 e 21-22) fala a respeito
da morte que o pecado gera e de como ficar livrar dela:
“Cada
um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz.
Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o
pecado, uma vez consumado, gera a morte. Portanto, despojando-vos de
toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei com mansidão a Palavra em
vós implantada (pelo Espírito Santo), a qual
é poderosa para salvar as vossas almas. Tornai-vos, pois, praticantes
da Palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”.
A única
maneira de não colher a morte que o pecado gera é “acolher com
mansidão a Palavra em vós implantada” pelo Espírito Santo. E,
nesse caso, qual é essa Palavra? Observe o que João disse:
“Se confessarmos os nossos pecados, Ele
(Deus) é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos
purificar de toda injustiça” – 1 João 1:9.
Outra
versão diz:
“Se reconhecemos os nossos pecados, Deus aí está, fiel e
justo, para nos perdoar os pecados, e para nos purificar de toda iniqüidade”.
Aí está
como “Ficar firme e não se submeter outra vez a jugo de escravidão”,
ou, nas palavras de Tiago: “despojar-se de toda impureza e
acúmulo de maldade, acolhendo com mansidão a Palavra em vós
implantada”. De que maneira deixamos de colher o
mal que semeamos? Como ficamos livres disso? “Confessando os
nossos pecados”, firmes na convicção de que ”Deus é fiel e justo
para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.
Aquele
que é “praticante da Palavra, e não somente ouvinte”
sabe que, ao proceder exatamente como o Espírito Santo lhe mostra,
reconhecendo e confessando a Deus o seu pecado, será “purificado de toda a injustiça”. Em outras palavras: ele é
liberto da conseqüência do mal que fez e, porque procede como a
Palavra diz, ele “fica firme e não se submete outra vez a jugo de
escravidão”.
Viver
continuamente na prática da Palavra é “Justiça e paz e
alegria(gozo) no Espírito Santo”
(Romanos
15:17). Será que existe algo melhor do que isso? Foi
exatamente para isto que Jesus morreu e ressuscitou: para nos tornar
“livres”. Como é maravilhoso aceitar o Evangelho de
modo a sermos “co-participantes da natureza divina,
livrando-nos da corrupção das paixões que há no mundo”
(2 Pedro 1:4)!