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Veja o
que diz o apóstolo Tiago: "Despojando-vos de (rejeitando
terminantemente) toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei
com mansidão (disposição de receber instrução) a palavra
em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas.
Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes,
enganando-vos a vós mesmos."(Tiago
1:21,22)
Será
possível imaginar algo mais estúpido do que
enganar-se a si mesmo? Jesus focalizou esse mal ao dizer:
"Por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?"(Lucas
6:46). Se você faz isso, é claro que você está
enganando-se a si mesmo, e é o mal de
toda a religiosidade. Toda religião cultiva este mal pois, faz com
que a pessoa não é honesta perante Deus: ela aparenta uma coisa mas no
íntimo é algo contrário. É fácil observar isso na conversa da mulher
de Samaria com Jesus. Logo que Jesus disse-lhe: "Vai, chama teu
marido e vem cá"(João 4:16), ela levou um susto tão grande (pois
viu que Jesus conhecia a vida dela) que ela mudou o assunto para
adoração a Deus: "Senhor, Vejo que tu és profeta. Nossos pais
adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar
onde se deve adorar"(v.19,20). É assim que opera a sutileza do
engano, pois, em efeito, ela disse: esqueça – não atenta para
- como eu sou de verdade, no íntimo, mas, por favor, observe como sou
religiosa. Jesus mostrou à mulher que, para Deus, o essencial é o que
somos de verdade: "Deus é espírito; e importa que os seus
adoradores o adorem em espírito e em verdade"(João 4:24). Quero
considerar dois casos que me apareceram esta semana.
O
primeiro caso que mostra a sutileza do engano:
Uma irmã enviou-me um e-mail dizendo que não podia perdoar um sobrinho
por um mal. Por que ela 'não podia'? Jesus ensinou: "Pai,
perdoa-nos as nossas dívidas(ofensas) ASSIM COMO NÓS temos
perdoado aos nossos devedores"(Mateus 6:12). Por conveniência e
engano, procuramos não aceitar a reciprocidade da vida em Deus, mas
Jesus disse: "Com o critério com que julgardes, sereis
julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos medirão
também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não
reparas na trave que está no teu próprio? (...) Hipócrita, tira primeiro
a trave do teu olho e então verá claramente para tirar o argueiro do
olho de teu irmão."(Mateus 7:2-5). O problema da irmã não foi
que ela 'não podia perdoar', o problema é que ela 'não queria
perdoar'.
Ora,
necessitamos entender porque ele 'podia', isto é, tinha toda condição de
perdoar: ela 'já foi perdoada de todas as suas ofensas' em virtude da
vida e morte de Jesus na Terra. Ele "O Cordeiro de Deus que tira
o pecado do mundo"(João 1:29) removeu a operação do pecado, da
morte e da corrupção na vida de todo aquele que nele crê. Por isso
Pedro diz: "Por suas preciosas e mui grandes promessas (...) vos
torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da
corrupção das paixões que há no mundo"(2 Pedro 1:4). A
nova natureza que recebemos por fé em Jesus é a condição de vivermos
como Deus vive, e Ele vive perdoando-nos toda ofensa(Lam.3:22,23). O
engano é dizer que não podemos, isso ou
aquilo, quando,
de verdade, o problema é que 'não queremos', pois, segundo a vida de
Deus em nós, podemos tudo. Por isso João diz: "Maior é
aquele que está em vós do que aquele que está no mundo"(1 João
4:4b). Não temos como nos desculpar, pois Jesus já venceu TUDO por nós
(João 16:33).
O
segundo caso que mostra a sutileza do engano:
Uma irmã ligou para mim pedindo ajuda pois se diz 'muito vulnerável'.
Claro que eu disse-lhe que não é assim, e que, o problema é que todos nós
somos o que cremos que somos. Por que ela me ligou? Porque o Espírito
Santo a mostrou que necessitava fugir de uma situação que estava a
destruindo. O problema é que, em razão do engano, ela procura se
mostrar vítima, quando o fato é que por dentro ela quer proceder no mal,
mas procura mostrar outra coisa. O apóstolo Tiago diz que "se
alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que
contempla num espelho o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla
e se retira, e para logo SE ESQUECE DE COMO ERA a sua aparência"(Tiago
1:23,24). O que temos de entender é que 'esquecer (por conveniência
qualquer) de como somos', não muda nada, continuamos como somos de
fato. Como sempre dissemos: Quando você ouve o Espírito, tudo muda.
Jesus
mostrou, claramente, como é o
"enganar-se a si mesmo": "O que ouve e não pratica é semelhante a
um homem que edifica a casa sem alicerces"(Lucas 6:49). Como
você constrói a casa da sua vida? Escrevo isso pois não quero ver a sua
ruína quando você "dará contas de si mesmo a Deus"(Romanos
14:12). E você tem consciência de que, você
dará contas a Deus? Você dará contas da “medida da fé que Deus te
repartiu” (Romanos 12:3b), porque Deus lhe deu a fé para você
poder viver na realidade da vitória que Jesus conquistou por você(João
16:33). Por isso o Espírito Santo sempre nos alerta contra o
engano,
pois Deus cuida de nós como disse o
apóstolo Tiago: “É com
ciúme que por nós anseia o Espírito que ele fez habitar em nós?”
(Tiago 4:5). Precisamos OUVIR sempre o que diz o Espírito em nosso
íntimo.
Ao
concluir a parábola das Dez Virgens (Mateus 25:1-13) Jesus recomenda:
“Vigiai porque não sabeis o dia nem a hora” em que se ouvirá
“Eis o noivo! saí ao seu encontro”. Deus deu tempo para
cada um ‘preparar a sua lâmpada”(v.7), mas não havia como
as cinco virgens néscias estarem preparadas para entrar na eternidade.
Por que não? Porque viveram no engano, achando que tudo estava ‘em
ordem’, mas a única coisa que dava para manter acesa a lâmpada –
“o azeite”(v.3) – lhes faltava. As virgens prudentes tinham com
que prepararem as suas lâmpadas. Eu vivo ouvindo o grito: “Eis o
noivo!” soando no meu espírito, e preparo a minha lâmpada em
todo momento suprindo-me do Espírito. E você? O grito já está soando
no ouvido do seu coração? Você está preparando a sua lâmpada? |