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No livro de Apocalipse
vemos que antes de fazer o homem, Deus estabeleceu três princípios que
governam a vida humana: O bem, o mal e o livre arbítrio.
Toda a nossa vida gira em torno destes três princípios que são mostrados
nos primeiros selos do capítulo 6 de Apocalipse. O terceiro selo nos
mostra a condição que temos de nos relacionar com o bem e com o mal
através do livre arbítrio. Por isso João disse: “Quando
(Jesus) abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente,
dizendo: Vem. Então vi, e eis um cavalo preto, e o seu cavaleiro com
uma balança na mão”(Apocalipse 6:5)O cavalo é a vida (a
trajetória do homem do tempo para a eternidade); você e eu somos
“o cavaleiro” e temos “uma balança na mão”: a
condição de pesar as nossas decisões em todas as áreas e situações da
vida. Sempre dizemos que Deus não nos obriga a nada. É a
“balança na mão” que determina tudo, pois, é isso que faz com
que somos pessoalmente responsáveis por todos os nossos atos e
procedimentos, e é isso que desejo considerar com você.
Em primeiro lugar,
precisamos nos conscientizar de que toda decisão tem uma conseqüência.
Quando a nossa decisão é correta sob a orientação do Espírito Santo
(mesmo em relação às coisas de todo dia) a vida de Deus prospera em
nós. Quando a nossa decisão for errada, optamos pela destruição. Jesus
mostrou isso muito claro na parábola do Jovem Louco (Lucas 12:15-21) em
que o Mestre ensina: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e
qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância
dos bens que ele possui”(Lucas 12:15). O jovem louco tomou uma
decisão errada e não teve tempo para corrigir o erro, porque ele deixara
de ser “rico com Deus”(v.21) E Jesus nos deixa duas
perguntas: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder
a sua alma? Que daria um homem em troca de sua alma? (Marcos
8:36,37). Assim, espero que você entenda como são importantes as suas
decisões.
O que quero considerar,
porém, são as conseqüências de sua decisão quando Deus chama você no seu
íntimo. Toda vez que a voz de Deus soa no seu íntimo, você toma uma
decisão: ou aceitar, ou rejeitar o que Ele diz. O fato de você fazer
de conta que não ouviu, não muda a sua responsabilidade. Por isso
Jesus disse: “Vede como ouvis; porque ao que tiver, se lhe dará; e
ao que não tiver, até aquilo que julga ter lhe será tirado”(Lucas
8:18). Observando os cristãos ao meu redor nestes anos todos, vejo que
aqueles que continuem ano após ano fracassados, sempre queixosos da luta
interior, dizem, com efeito: Por que Deus me fez assim? Se Deus
decidisse para mim, seria tão mais fácil! Eu pergunto você: Por que
eles têm esse sentimento? É porque são irresponsáveis e não tem
consciência de que um dia terão de dar contas de sua vida a Deus
(Romanos 14:12), por tudo que decidiram.
O que me impressiona é
que a maioria dos cristãos tem um Jesus histórico, aquele que no passado
fez isso ou aquilo na Galiléia, pois, são pessoas que vivem um evangelho
filosófico que não funciona no seu dia-a-dia. Como todos nós, essas têm
“balança na mão”, e Deus as procura e fala com elas, mas
fazem de conta que não ouvem em razão de viverem com outros interesses e
valores que não sejam o seu relacionamento pessoal com Deus quem as fez:
tudo para elas são os exemplos do Antigo Testamento pois, vivem na mesma
rebeldia e a realidade do Novo Testamento não existe em suas vidas. Por
isso digo que elas têm um Jesus histórico, não vivem na realidade da
riqueza do evangelho: os dias após a ressurreição de Jesus.
Possivelmente, essas
considerações levam você a pensar como se proceda no uso correto e
adequado da “balança na mão”. Você está no ‘cavalo da
vida’ todo dia, e não quer ser como o Jovem Louco da parábola que tinha
de deixar tudo o que ganhara para entrar na eternidade vazio de tudo,
isto é, sem vida em Deus. Observe com toda atenção.
A ressurreição de Jesus
mudou tudo para nós. Na manhã daquele primeiro dia da dispensação da
graça, Jesus disse a Maria Madalena: “Vai ter com os meus irmãos,
e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus”
(João 20:17). A ressurreição estabeleceu um relacionamento com Deus
antes desconhecido pelo homem. O que isso significa? Significa que
Jesus Cristo É seu Pai na Terra e É seu Deus no Céu, ou,
como disse Raabe aos espias de Israel: “O Senhor vosso Deus É Deus
em cima nos céus e em baixo na Terra” (Josué 2:11b). Colocamos
e palavra É em negrito para ver se você possa entender a
realidade da ressurreição em sua vida cotidiana. Paulo disse:
“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as
coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus”
(Colossenses 3:1). Se você tiver consciência do que está acontecendo no
mundo ao redor de nós, certamente, você entenda que sem ter, de fato,
Pai na Terra e Deus no Céu, as calamidades do mundo atual vão te atingir
em cheio.
Chegou a hora “quando
os verdadeiros adoradores adorem o Pai em espírito e em verdade, porque
são estes que o Pai PROCURA para seus adoradores” (João 4:23).
Seu Pai “procura” você, querendo íntima comunhão com você
na realidade de cada momento e situação. Ele não é passado, Ele É
presente em você, pois, Deus cumpriu a sua promessa: “Eis que a
virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de
Emanuel, DEUS CONOSCO” (Mateus 1:23). E para que você não tome
as decisões erradas, usando “a balança na mão” em sua
própria destruição, Deus se fez homem e viveu uma vida de vitória sobre
tudo POR VOCÊ. Assim, você não tem desculpa por sua rebeldia,
pois, ELE nasceu do Espírito para você nascer do Espírito; ELE viveu
como homem sem pecado POR VOCÊ, para você viver livre do pecado, pois,
“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para
que nele fôssemos feitos justiça de Deus”(2 Cor.5:21); também
ELE ressuscitou dentre os mortos POR VOCÊ, para você ressuscitar dentre
os mortos “o qual foi entregue (á morte) por causa
das nossas transgressões, e ressuscitou por causa da nossa justificação”
(Romanos 4:25); e ainda, ELE entrou no Céu POR VOCÊ, “Jesus, como
PRECURSOR (aquele que abre o caminho), ENTROU POR NÓS.”(Hebreus
6:19,20). Por isso o Espírito diz: “Tudo está feito”(Apoc.21:6).
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