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 Ensinamentos 2006   

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A Palavra da Cruz

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2008:

  Enganando-se? ou ...?

O Privilégio da Ressurreição

  A Obra de Deus em Você

O Deus Eterno

  Os Fatos da Vitória

Voz e Mandamento

  A Balança na Mão

  A Vontade de Deus

 Fé.  O que ela faz?

  O Imutável Deus

Em nada deficiente

2007:

  Almahumana

  Pacote de Água

Como Orar

  Espírito Quebrantado

Alimento do espírito

A Fonte jorra

  Palavra, Fé e Glória

Filho e Fé

  Obtendo Testemunho

Ceando? Como?

  Porta Aberta

 Andando na Luz

 
2006:

Evangélicos 'budistas'

Levado ou Deixado?

Suicídio Espiritual

Existência Eterna

Tudo sob Controle

Crucificando Jesus

Você, 'ex-' o quê?

  A Palavra da Cruz

  O Servo

   Se você pudesse

Natureza Nova: Cristo em Vós

  Nascido, não Formado

 
2005:

Dias que demandam atenção

Com quem você está ceando ?

Quando você ouve, tudo muda

Você, Por quê?

Responsabilidade Pessoal

Salvação?

Na Terra como no Céu

Discípulo Verdadeiro

Deus nos falou

Reino Inabalável

Nova Aliança

 
Recentes:

Como está vivendo?

Você vive livre? 

Ensinando os filhos 

Colhendo o que semeamos

Deixe Deus fazer Proezas

Deus e Você

A Sabedoria de Deus e deuses demoníacos

Família e Prioridades

Deus, ou Líder cego? 

Como você vive?

Jesus, Deus eterno

Inferno sem Deus

 
RevistaMVV:

O que se vê 

Como sair ileso da Aflição

Ligando-se ao Céu

Deus, deuses e Você

Sem dinheiro, sem preço e sem suor

Três passos para a Vitória

O Livre-arbítrio e a Alma

Você é deste Mundo?

Tudo para nossa Libertação

Privilégio, não Dever

Esquecido, nunca! Abandonado, jamais!

Você não entende? Culpa de quem?

A Vida vem da Raiz

 
 
 
 

Classificação  

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A Palavra da Cruz
 
Certamente você já leu esse versículo:

         “Sobre a cruz de Jesus estava este epigrafo (em letras gregas, romanas e hebraicas) ESTE É O REI DOS JUDEUS” – Lucas 23:38.

Mas será que você entende o que ele significa? Não foi por acaso que se escreveu nos três idiomas citados. E também não foi porque grego, latim e hebraico eram línguas correntes da época. Você deve estar pensando: mas como isso é importante para mim? É importante porque mostra a grandeza da nossa redenção em Cristo Jesus.

A civilização egípcia, na qual José foi um governador, e na qual Moisés nasceu e foi criado, dominou todo o mundo de então, durante três mil anos. Era uma cultura idólatra sem precedentes na história da humanidade. No fim, o Egito foi atacado sucessivamente, primeiro pelos gregos, depois pelos romanos e finalmente pelo Evangelho, que o destruiu completamente. O epigrafo acima da cruz de Jesus foi uma espécie de profecia disso: os gregos, com sua sabedoria, atacaram o Egito, mas não conseguiram dominá-lo; e então, os romanos, com sua força de armas, também o atacaram, mas não conseguiram destruí-lo. Foi só com a chegada do Evangelho – a vida e morte do ‘Rei dos Judeus’ -  nos primeiros séculos após a ressurreição, que a cultura idólatra e supersticiosa do Egito foi totalmente dominada e destruída.

O significado do ‘Egito’.

Em termos do Evangelho, ‘Egito’ significa a ‘escravidão do pecado’. Você sabe que Deus libertou os hebreus do Egito. Como já mostramos em outro ensinamento, eles não quiseram ouvir a Ele, e por isso morreram no deserto – não entraram em Canaã. Mas por que eles não quiseram ouvir a Deus? Por que a civilização do Egito – a idolatria, a superstição e o misticismo que aprenderam lá – não saiu deles. Eles rejeitaram a Declaração de Liberdade (como chamo Os Dez Mandamentos), e logo fizeram o bezerro de ouro para adorar. É incrível que um povo que foi liberto tão maravilhosamente da escravidão pudesse ter rejeitado tudo o que Deus lhe oferecia. Mas será que é tão incrível assim? Não é exatamente isso que a maioria dos cristãos faz em nossos dias? Você já viu isso acontecer: a pessoa se converte, e, em vez de continuar a viver na simplicidade da fé, segundo a orientação do Espírito Santo, ela passa a procedimentos religiosos – de ordenanças e de lei moral e outros enganos semelhantes  - e deixa de ouvir a Deus, exatamente como fez Israel.

A civilização egípcia – toda a sua superstição, misticismo e idolatria – resistiu a toda a sabedoria dos gregos que se estabeleceram na cidade de Alexandria, no Egito, e, tempos depois, ela continuou a resistir o imenso poder de armas dos romanos. Por isso eu quero que você entenda  porque Paulo disse:

           “Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós que somos salvos, poder de Deus.  Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a inteligência dos entendidos. Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria do mundo?  Visto como na sabedoria de Deus, o mundo não O conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar aos que crêem, pela loucura da pregação.(...) Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais  forte do que os homens”(1 Cor.1:18-21,25).

Nem a sabedoria dos gregos, nem a força dos romanos venceram a cultura do Egito; somente a ´Palavra da Cruz´ tinha poder para destruí-la. Quero que você entenda que é só a simplicidade de fé em Jesus Cristo que liberta o homem da escravidão do pecado, e do medo, e da tradição religiosa, e do misticismo, e da superstição.

Desde que cheguei ao Brasil, em 1949, tenho observado a gradual mudança nas igrejas, que, ao invés de pregar a simples fé em Jesus Cristo, passaram a buscar a sabedoria humana, os estudos teológicos e filosóficos que não mudam nada na vida do homem escravizado pelo pecado, nem na vida dos seus líderes e adeptos. Muitas têm procurado exercer um certo poder sobre os fiéis, através de ordenanças e práticas de sacrifícios de toda natureza, mas que “não têm valor algum contra a sensualidade” (Col.2:23). Do mesmo modo que a sabedoria dos gregos e o poder dos romanos não conseguiram libertar os egípcios da superstição e idolatria, os ‘estudos da Palavra’ e os ‘sacrifícios’ não nos libertam da escravidão do pecado, nem da tradição religiosa. Só ‘a Palavra da Cruz’, manifesta no Evangelho e recebida mediante a fé no que Cristo fez, pode libertar.  Por isso o apóstolo Paulo afirmou:

“Estou crucificado com Cristo, logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim”(Gálatas 2:19,20).       

Você entende o que significa ser ‘crucificado com Cristo’? Como opera a ‘Palavra da Cruz’ no dia-a-dia daquele que é um cristão verdadeiro? Por que foi só a ‘Palavra de Cruz’ que conseguiu destruir a civilização mortífera do Egito?  Pela mesma razão pela qual é só Ela – a Palavra da Cruz do ‘Rei dos Judeus’ - que liberta você do pecado e do engano da tradição religiosa. Depois de milênios de escravidão diabólica, chegou a hora em que os egípcios descobriram a vida e liberdade que o ‘Rei dos Judeus’ lhes oferecia, e mediante a fé, toda a opressão e morte da civilização de séculos e séculos perdeu valor. A ‘Palavra da Cruz’ – o poder da Vida do ‘Rei dos Judeus’ - somente funciona em sua vida na medida em que você se conscientize de que você nada pode fazer para mudar a você mesmo. Nenhum de nós fica contente em reconhecer que ainda sobram restos do ‘acúmulo de maldade’ (Tiago 1:21) em nosso íntimo, como às vezes nossos sonhos perturbadores revelam. E por que ‘permanecem escondidos em nós’? Porque ao invés de ‘ouvirmos o Espírito Santo’, que procura nos livrar de toda ‘aparência do mal’, procuramos ‘estudar’ a Palavra para ter maior ‘entendimento ou sabedoria’, (a falha dos gregos) ou mesmo, ‘fazemos longos jejuns e ´votos’ de esforço próprio’ (a falha dos romanos) para vencer tais ‘incômodos’. A ‘Palavra da Cruz’ somente funciona quando nós saímos do nosso egoísmo e esforço próprio (deixamos de procurar ajudar a Deus a agir em nós) e reconhecemos que o ‘Rei dos Judeus’ fez tudo por nós, e que, em virtude do Seu ‘Está consumado!’ (João 19:30) entregamo-nos, mediante a fé, em Suas mãos para Ele viver a vitória e Vida dEle em nós.

Em Sua oração ao Pai por nós, Jesus disse;

         “A Vida eterna é esta: que Te conhecem a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a  quem enviaste”- João 17:3.

Do mesmo modo que, nos primeiros séculos da igreja, a ´Palavra da Cruz´ derrubou toda a civilização egípcia de superstição, misticismo e idolatria, nos dias de hoje, Ela opera exatamente da mesma forma na vida de todo aquele que crê. A Vida eterna não provém da obras, por melhores que sejam, mas sim de “conhecer a Deus”. O problema é que as pessoas não entendem que, de fato, cada um é o que ele crê.   Se você aceita medos, superstições, obras mortas de religiosidade, ou qualquer coisa semelhante, é claro que você sofrerá as conseqüências delas, e jamais viverá na liberdade que há em Cristo Jesus. As pessoas que queixam que Deus não as ouve, não as atende, simplesmente não compreendem que o problema não está em Deus, mas em sua incredulidade, que impede Deus de operar em seu favor. Por isso o escritor aos hebreus diz:

         “Temamos, portanto, que, sendo-nos deixado a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado. Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles (Israel); mas a Palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé, naqueles que a ouviram” - Heb.4:1,2.

Deus preparou uma ‘Canaã’ para você no Evangelho, então porque sofrer e morrer no deserto, dominado por medos, inseguranças e práticas religiosas que não mudam nada em sua vida? Irmão, fuja do engano de que o que você faz satisfaz a Deus. Ter fé não é fazer algo, é aceitar (se conscientizar de) que tudo já foi feito. A Palavra da Cruz significa que nós morremos para nós mesmos para que Cristo viva a vitória da vida dEle em nós. Você já morreu para si mesmo, ou ainda está pelejando para sobreviver por esforço próprio - algo totalmente inútil e ridículo?

ensin2006cruz.htm

Apresentamos tudo com amor e respeito, visando sua edificação em Deus