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Certamente você já leu esse versículo:
“Sobre a cruz de Jesus estava este epigrafo (em letras gregas, romanas e
hebraicas)
ESTE É O REI
DOS JUDEUS” –
Lucas 23:38.
Mas será que você entende o que ele significa? Não foi
por acaso que se escreveu nos três idiomas citados. E também não foi
porque grego, latim e hebraico eram línguas correntes da época. Você
deve estar pensando: mas como isso é importante para mim? É importante
porque mostra a grandeza da nossa redenção em Cristo Jesus.
A civilização egípcia,
na qual José foi um governador, e na qual Moisés nasceu e foi criado,
dominou todo o mundo de então, durante três mil anos. Era uma cultura
idólatra sem precedentes na história da humanidade. No fim, o Egito foi
atacado sucessivamente, primeiro pelos gregos, depois pelos romanos e
finalmente pelo Evangelho, que o destruiu completamente. O epigrafo
acima da cruz de Jesus foi uma espécie de profecia disso: os gregos, com
sua sabedoria, atacaram o Egito, mas não conseguiram dominá-lo; e então,
os romanos, com sua força de armas, também o atacaram, mas não
conseguiram destruí-lo. Foi só com a chegada do Evangelho – a vida e
morte do
‘Rei dos Judeus’ - nos primeiros séculos após a ressurreição,
que a cultura idólatra e supersticiosa do Egito foi totalmente dominada
e destruída.
O significado do
‘Egito’.
Em termos do Evangelho, ‘Egito’ significa a ‘escravidão
do pecado’. Você sabe que Deus libertou os hebreus do Egito. Como já
mostramos em outro ensinamento, eles não quiseram ouvir a Ele, e por
isso morreram no deserto – não entraram em Canaã. Mas por que eles não
quiseram ouvir a Deus? Por que a civilização do Egito – a idolatria, a
superstição e o misticismo que aprenderam lá – não saiu deles. Eles
rejeitaram a Declaração de Liberdade (como chamo Os Dez Mandamentos), e
logo fizeram o bezerro de ouro para adorar. É incrível que um povo que
foi liberto tão maravilhosamente da escravidão pudesse ter rejeitado
tudo o que Deus lhe oferecia. Mas será que é tão incrível assim? Não é
exatamente isso que a maioria dos cristãos faz em nossos dias? Você já
viu isso acontecer: a pessoa se converte, e, em vez de continuar a viver
na simplicidade da fé, segundo a orientação do Espírito Santo, ela passa
a procedimentos religiosos – de ordenanças e de lei moral e outros
enganos semelhantes - e deixa de ouvir a Deus, exatamente como fez
Israel.
A civilização egípcia –
toda a sua superstição, misticismo e idolatria – resistiu a toda a
sabedoria dos gregos que se estabeleceram na cidade de Alexandria, no
Egito, e, tempos depois, ela continuou a resistir o imenso poder de
armas dos romanos. Por isso eu quero que você entenda porque Paulo
disse:
“Certamente a
palavra da cruz é loucura para os que
se perdem, mas para nós que somos salvos, poder de Deus. Pois está
escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a inteligência
dos entendidos. Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde está o
inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria do
mundo? Visto como na sabedoria de Deus, o mundo não O conheceu por
sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar aos que crêem, pela loucura
da pregação.(...) Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os
homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens”(1
Cor.1:18-21,25).
Nem a sabedoria dos
gregos, nem a força dos romanos venceram a cultura do Egito; somente a
´Palavra da Cruz´ tinha poder para destruí-la. Quero que você
entenda que é só a simplicidade de fé em Jesus Cristo que liberta o
homem da escravidão do pecado, e do medo, e da tradição religiosa, e do
misticismo, e da superstição.
Desde que cheguei ao
Brasil, em 1949, tenho observado a gradual mudança nas igrejas, que, ao
invés de pregar a simples fé em Jesus Cristo, passaram a buscar a
sabedoria humana, os estudos teológicos e filosóficos que não mudam nada
na vida do homem escravizado pelo pecado, nem na vida dos seus líderes e
adeptos. Muitas têm procurado exercer um certo poder sobre os fiéis,
através de ordenanças e práticas de sacrifícios de toda natureza, mas
que “não têm valor algum contra a sensualidade” (Col.2:23). Do
mesmo modo que a sabedoria dos gregos e o poder dos romanos não
conseguiram libertar os egípcios da superstição e idolatria, os ‘estudos
da Palavra’ e os ‘sacrifícios’ não nos libertam da escravidão do pecado,
nem da tradição religiosa. Só ‘a Palavra da Cruz’, manifesta no
Evangelho e recebida mediante a fé no que Cristo fez, pode libertar.
Por isso o apóstolo Paulo afirmou:
“Estou
crucificado com Cristo, logo, já não
sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho
na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se
entregou por mim”(Gálatas
2:19,20).
Você entende o que
significa ser
‘crucificado com Cristo’? Como opera a ‘Palavra da Cruz’
no dia-a-dia daquele que é um cristão verdadeiro? Por que foi só a
‘Palavra de Cruz’ que conseguiu destruir a civilização mortífera do
Egito? Pela mesma razão pela qual é só Ela – a Palavra da Cruz
do ‘Rei dos Judeus’ - que liberta você do pecado e do engano da
tradição religiosa. Depois de milênios de escravidão diabólica, chegou a
hora em que os egípcios descobriram a vida e liberdade que o ‘Rei dos
Judeus’ lhes oferecia, e mediante a fé, toda a opressão e morte da
civilização de séculos e séculos perdeu valor. A ‘Palavra da Cruz’
– o poder da Vida do ‘Rei dos Judeus’ - somente funciona em sua
vida na medida em que você se conscientize de que você nada pode fazer
para mudar a você mesmo. Nenhum de nós fica contente em reconhecer que
ainda sobram restos do ‘acúmulo de maldade’ (Tiago 1:21) em nosso
íntimo, como às vezes nossos sonhos perturbadores revelam. E por que
‘permanecem escondidos em nós’? Porque ao invés de ‘ouvirmos o Espírito
Santo’, que procura nos livrar de toda ‘aparência do mal’, procuramos
‘estudar’ a Palavra para ter maior ‘entendimento ou sabedoria’, (a falha
dos gregos) ou mesmo, ‘fazemos longos jejuns e ´votos’ de esforço
próprio’ (a falha dos romanos) para vencer tais ‘incômodos’. A
‘Palavra da Cruz’ somente funciona quando nós saímos do nosso
egoísmo e esforço próprio (deixamos de procurar ajudar a Deus a agir em
nós) e reconhecemos que o
‘Rei dos Judeus’ fez tudo por nós, e que, em virtude do Seu
‘Está consumado!’ (João 19:30) entregamo-nos, mediante a fé, em Suas
mãos para Ele viver a vitória e Vida dEle em nós.
Em Sua oração ao Pai por nós, Jesus disse;
“A Vida eterna é esta: que Te conhecem a Ti, o único Deus verdadeiro, e
a Jesus
Cristo, a quem enviaste”-
João 17:3.
Do mesmo modo que, nos
primeiros séculos da igreja, a ´Palavra da Cruz´ derrubou toda a
civilização egípcia de superstição, misticismo e idolatria, nos dias de
hoje, Ela opera exatamente da mesma forma na vida de todo aquele que
crê. A Vida eterna não provém da obras, por melhores que sejam, mas sim
de “conhecer a Deus”. O problema é que as pessoas não entendem
que, de fato, cada um é o que ele crê. Se você aceita
medos, superstições, obras mortas de religiosidade, ou qualquer coisa
semelhante, é claro que você sofrerá as conseqüências delas, e jamais
viverá na liberdade que há em Cristo Jesus. As pessoas que queixam que
Deus não as ouve, não as atende, simplesmente não compreendem que o
problema não está em Deus, mas em sua incredulidade, que impede Deus de
operar em seu favor. Por isso o escritor aos hebreus diz:
“Temamos, portanto, que, sendo-nos deixado a
promessa de entrar no
descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado. Porque
também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles
(Israel); mas a Palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter
sido acompanhada pela fé, naqueles que a ouviram”
- Heb.4:1,2.
Deus preparou uma
‘Canaã’ para você no Evangelho, então porque sofrer e morrer no deserto,
dominado por medos, inseguranças e práticas religiosas que não mudam
nada em sua vida? Irmão, fuja do engano de que o que você faz satisfaz a
Deus. Ter fé não é fazer algo, é aceitar (se conscientizar de) que
tudo já foi feito.
A Palavra da Cruz
significa que nós morremos para nós mesmos para que
Cristo viva a vitória da vida dEle em nós. Você já morreu para si mesmo,
ou ainda está pelejando para sobreviver por esforço próprio - algo
totalmente inútil e ridículo?
ensin2006cruz.htm |