Ao
celebrar a Ceia – a mesa do Senhor - Jesus disse: “Este cálice
é a nova aliança no meu sangue”(1 Coríntios 11:25). Quero falar-lhe
hoje sobre isso: a Nova Aliança (Testamento) comparada com a
Velha Aliança (Testamento).
Observe o que Paulo afirma sobre isso:
“Somos
ministros (servos) de uma nova aliança, não de letra, mas do
espírito, porque
a letra mata, mas o espírito vivifica” –
2 Coríntios 3:6.
A
diferença entre a nova aliança de Deus conosco e a velha aliança de
Deus com Israel é que a velha aliança foi “ministério da
morte, gravado com letras em pedras” (2. Cor 3:7), enquanto a
nova aliança que Deus celebra conosco é “ministério, escrita
pelo Espírito do Deus vivente nos corações” (2 Cor.3:3).
Mas, antes que você fique empolgado com a palavra ‘ministério’
- que nada mais significa do que ‘operar algo’, vou esclarecer como
a nova aliança se distingue da velha aliança.
Aliança
é um relacionamento de compromisso entre duas pessoas, cada uma
cumprindo a sua parte. Certamente
é isso que dá origem ao ditado falso que circula no meio cristão:
afirma-se erradamente que Deus diz: Faça a sua parte e Eu te ajudarei.
Para nós, que estamos em Cristo, esse ‘ditado’ não faz
sentido, mesmo porque ele é falso.
E não faz sentido porque a Nova Aliança conosco é celebrada
por uma pessoa só: Deus, que, em Cristo Jesus,
cumpriu a parte dEle e também a nossa parte.
Por isso, ao celebrar a ceia “anunciamos a morte do Senhor
(cumprindo a parte nossa, pois, em razão do pecado devemos morrer
eternamente) até que Ele venha” (1 Cor. 11:26). Na ceia, lembramos e
agradecemos a Jesus Cristo por Ele ter cumprido a nossa parte da aliança,
pois nada podemos fazer em prol da nossa redenção. Agora observe isso:
“Se
o ministério (processamento) da morte, gravado com letras
em pedras,
se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem
fitar a
face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que
desvanecente,
como
não será de maior glória o ministério
(operação)
do Espírito? Porque se o
ministério (processamento) da condenação foi glória, em muito
maior
proporção será glorioso o ministério (operação)
da Justiça"
- 2 Coríntios 3:7-9.
Observe
o que aconteceu com Moisés quando, lá no Monte Sinai, Deus ‘gravou
em pedra’ a Declaração de Liberdade (chamada de Dez Mandamentos).
Enquanto Deus escrevia com Seu dedo, a glória da liberdade que Deus
oferecia a Israel fez brilhar o rosto de Moisés.
Através da Declaração de Liberdade (os Dez Mandamentos), Deus
estabeleceu uma nova condição de vida para Israel que os preservaria
de toda condenação e morte da corrupção dos seus corações.
Deus deu-lhes a provisão – mandamento é provisão dada, condição
estabelecida – que os livraria da escravidão do Egito para todo o
sempre. Sabemos que Israel “não quis ouvir” – não aceitou o que
Deus lhes ofereceu e por isso pereceram no deserto ao invés de entrarem
na glória de Canaã. Israel
saiu do Egito, mas o Egito não saiu de Israel, pois eles não aceitaram
a liberdade que Deus estabeleceu para eles.
Na
citação acima, Paulo compara a ‘glória’ disso – da Antiga Aliança
– com a glória da Nova Aliança que Cristo oferece a todo aquele que
crê. Como é essa
Nova Aliança? Como
ela funciona?
A
Nova Aliança(Testamento) não é ‘letra’ gravada em pedras. A Nova
Aliança é escrita nos corações.
Difícil de entender?
Observe: ...será de maior glória o ministério(operação) do
Espírito (...) em muito maior proporção será glorioso o ministério(operação)
da Justiça. Quando
Israel rejeitou a condição que Deus estabelecera através da Declaração
de Liberdade, todo Israel se entregou ao processo de condenação e
morte que Satanás operou neles durante os 40 anos no deserto.
Deus lhes ofereceu vida em abundância em Canaã, mas optaram
pela morte no deserto.
Certamente você dirá: que tolice a deles! Observe: à Velha
Aliança, gravada em pedras, ainda que gloriosa da parte de Deus, faltou
algo: ela não deu ao homem a condição de cumprir a parte dele.
E por que não? Porque
era apenas letra, faltou espírito no homem – faltou o poder de mudar
a si mesmo. Deus, que
é Espírito, não podia unir-Se ao natural.
Observe,
então, porque a Nova Aliança é de maior glória: por ela, Deus
cumpriu, em Cristo, a nossa parte.
Como diz Paulo: “Deus estava, em Cristo, reconciliando
consigo o mundo” (2 Cor.5:19).
E como isso é ‘de maior glória’?
Porque o Espírito Santo opera (ministra) em nosso espírito
continuamente “para que conheçamos o que por Deus nos foi dado
gratuitamente” (1 Cor.2:12).
Por que ‘em muito maior proporção será glorioso’?
Porque a Justiça transformadora de Jesus opera (ministra)
mediante a fé, estabelecendo em nós o que Cristo já fez.
Será que temos plena convicção de quanto a Justiça de Deus (2
Cor.5:21) efetua em nós todo dia?
A Nova Aliança une o homem espiritual – de natureza nova –
com Deus, que é Espírito, e nisso, nós não temos parte alguma,
desfrutamos de tudo pela Graça, que é a disposição soberana do amor
de Deus.
Agora
observe a conclusão: “Se o que se desvanecia (a Antiga
Aliança) teve sua glória, muito mais glória tem o que é
permanente (a Nova Aliança)” (2 Cor.3:11).
Nunca mais será mudada ou modificada a Aliança de Deus conosco.
Você sabe por quê? Porque
a Nova Aliança foi estabelecida pelo eterno Filho de Deus.
Jesus, na condição de homem, morreu, mas na condição de Deus
imortal, Ele ressuscitou, havendo “destruído aquele que tem o
poder da morte (morte não é de Deus), a saber, o diabo,
e livrou a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos a escravidão
por toda a vida” (Hebreus 2:14,15).
Por isso mesmo o apóstolo Paulo clamou: “Onde está, ó
morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?
O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio
de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Cor. 15:55-57)
Quem
é que nos “dá a vitória”?
Será que isso é sua experiência e alegria continuamente? Você realmente vive na graça e glória do ministério
do Espírito e da Justiça que opera – ministra a você - fiel e
incansavelmente em todo momento na grandeza da Nova Aliança?